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Reino Unido alerta para plano de Moscovo com vista a instalar aliado russo na Ucrânia

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A Rússia deslocou 100 mil soldados para a sua fronteira com a Ucrânia, mas nega, para já, que esteja a planejar uma invasão. Entretanto, não só o preisdente norte-americano, Joe Biden, como também o executivo do Reino Unido deixaram claro que Moscovo enfrentará sérias consequências se a ofensiva for por diante

O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico deu um passo invulgar ao indicar a possibilidade de o antigo deputado ucraniano Yevhen Murayev ser um potencial candidato do Kremlin para chegar à liderança em Kiev.

A Rússia deslocou 100 mil soldados para a sua fronteira com a Ucrânia, mas nega, para já, que esteja a planejar uma invasão. Entretanto, não só o preisdente norte-americano, Joe Biden, como também o executivo do Reino Unido deixaram claro que Moscovo enfrentará sérias consequências se a ofensiva for por diante.

Num comunicado, a ministra que tutela a pasta dos Negócios Estrangeiros britânico Liz Truss avançou que as informações divulgadas hoje clarificam a extensão da atividade russa projetada para subverter a Ucrânia e dão uma ideia do que o Kremlin tem em vista. “A Rússia deve diminuir a escalada, recuar nas suas campanhas de agressão e desinformação e seguir o caminho da diplomacia”, adiantouTruss.

Por sua voz, a sua contraparte na Rússia twittou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico estava a “divulgar desinformação” e instou-o a “cessar as atividades provocatórias” e “parar de espalhar disparates”.

O vice-primeiro-ministro Dominic Raab disse que há “um risco muito sério” de invasão, mas que haveria “graves consequências económicas”, incluindo sanções, se a Rússia tomasse essa medida. Ao programa Sunday Morning da BBC, afirmou, no entanto, que era “extremamente improvável” que tropas britânicas fossem enviadas para defender a Ucrânia, acrescentando que o país não era um aliado da NATO. Questionado sobre se a ameaça de sanções seria suficiente para dissuadir a Rússia de invadir, Raab disse que Vladimir Putin também estaria preocupado em ficar “atolado na Ucrânia” e acabar “com outra Chechénia”, onde houve vários anos de conflito na região.

A Rússia insistiu que não está a planear qualquer ataque, mas Putin fez exigências ao Ocidente, incluindo que a Ucrânia seja impedida de ingressar na NATO. Putin exige ainda que esta aliança ponha fim aos exercícios militares e pare de enviar armas para a Europa Oriental, encarando estas movimentações como uma ameaça direta à segurança da Rússia.

A Rússia já antes violou as fronteiras do território ucraniano, nomeadamente ao anexar a Crimeia em 2014, depois de o seu presidente fantoche pró-Moscovo ter sido derrubado. Desde então, os militares da Ucrânia têm estado envolvidos numa guerra de atrito com rebeldes apoiados pela Rússia em áreas do leste perto das fronteiras da Rússia.